Boa Vista: Empresários defendem que “ambiente de negócio está na mesma” e falam em “retrocesso” económico-financeiro na ilha

Sal Rei, 28 Jan (Inforpress) – Os empresários da Boa Vista defendem que o ambiente de negócio na ilha “está na mesma”, e falam em retrocesso, apontando ausência de entidades do Estado, falta de diálogo, transporte e informações económico-financeiras, e morosidade, como problemas que enfrentam.

Esses impasses que os empresários na Boa Vista dizem enfrentar no dia-a-dia laboral económico-financeiro foram anunciados durante um encontro que aconteceu esta segunda-feira, 27, com o vice-primeiro e ministro das finanças, Olavo Correia.

Os empresários foram unânimes em consentirem que “o ambiente de negócio da ilha da Boa Vista está na mesma”, chegando alguns a afirmar que “está em retrocesso”.

Segundo esta classe empresarial, o aumento demográfico e a presença de um número considerável de empresas na ilha, impõe cada vez mais a presença de entidades e instituições do Estado.

Isto porque, segundo os mesmos, a ausência entre outras, de departamentos financeiros acaba por criar constrangimentos, nomeadamente na morosidade de pagamentos de impostos, dificuldades de tratar assuntos relacionados com as fianças e economia, principalmente referem em épocas altas, como no Natal/final de ano e no verão.

Explicam, que isto os obriga a recorrer muitas vezes à ilha do Sal ou à capital, enquanto que os assuntos poderiam ser resolvidos na ilha.

Os operadores económicos falaram ainda em falta de mobilidade de transporte marítimo, para facilitar no transporte de mercadorias e bens essenciais para os seus negócios, falta de diálogo e informações, principalmente em zonas mais distantes, entre outras, sobre por exemplo, os incentivos fiscais, as facilitações de pagamento, instrumentos e condições de financiamentos, e como aceder e usufruir aos mesmos.

Mais, os ligados ao sector privado acusaram ainda algumas empresas de estarem a trabalhar, inclusivo a maioria no ramo turístico, sem documentação, e sem pagar impostos, o que, afirmam, proporciona concorrência desleal com os que têm documentação em dias e pagam impostos.

Outras condições de acesso a lugares remotos em condições dignas, a luz eléctrica, de água e de saneamento são também mostrados como entraves no desenvolvimento económico financeiro da Boa Vista.

Outra classe empresarial presente em grande número na sala, os taxistas, que assinalam a carência de condições de trabalho, principalmente devido ao monopólio dos hotéis no transporte turístico, e ainda a afirmam estarem sufocados com a falta de receitas para pagar impostos.

Pedem por isso, melhores e mais condições de trabalho, a destacar construção de parques de estacionamento, e possibilidade de redução ou pagamento de impostos em melhores condições ficais.

No final do encontro, o ministro das Finanças esclareceu algumas questões e prometeu em parceria com a edilidade local resolver os problemas, que afligem a classe económica-empresarial na Boa Vista.

O governante afirmou que saiu da reunião com ‘inputs’ que considera normais, e com confiança renovada que juntos serão capazes de vencer estes desafios e criar um melhor ambiente de negócios para os empresários nacionais e investidores internacionais.

O ministro assegurou que se está a criar condições para promover o sector privado na ilha da Boa Vista, através de instrumentos de financiamentos, criação de um quadro de intervenção a nível do mercado, procurando ainda parceria, proximidade e a confiança no futuro da ilha que considera ser promissora.

Pois sob a sua análise, Boa Vista está na dianteira dos indicadores sociais, como baixo nível de desemprego, alto rendimento per capita.

Fonte: Inforpress