Boa Vista: Deputado Walter Évora denuncia “violação sistemática, grosseira e consciente” do código eleitoral pela câmara

Sal Rei, 5 Out (Inforpress) – O deputado nacional Walter Évora denunciou hoje o que denominou de “violação sistemática de forma grosseira e consciente” do Código Eleitoral por parte da Câmara Municipal da Boa Vista, em pleno período eleitoral.

O deputado concretizou com “compra de votos no valor de dez mil escudos, preparo de entrega de habitações do Programa Casa Para Todos, assinatura de contrato de empreitada e início de obras” pela Câmara Municipal da Boa Vista.

“A Câmara Municipal da Boa Vista, representado pelo presidente-substituto Aristides Mosso, de acordo com os objectivos eleitorais definidos pelo MpD, está a transferir o valor de dez mil escudos de forma selectiva a eleitores da ilha da Boa Vista, com o intuito de condicionar a sua livre escolha nas próximas eleições autárquicas”, denunciou Walter Évora, que disse estar já na posse do Comissão Nacional das Eleições (CNE) “as provas que demonstram esse facto”.

Questionado sobre a posse destas provas e entrega das mesmas a Comissão Nacional de Eleições (CNE), Walter Évora respondeu que tomou conhecimento que a candidatura do Partido Popular (PP) denunciou e entregou à CNE um despacho da Câmara Municipal da Boa Vista, datado de 31 de Agosto, com uma lista de pessoas, “todas identificadas”, no sentido de se transferir um apoio financeiro de dez mil escudos.

Ainda conforme o deputado nacional é também do seu conhecimento que a câmara da Boa Vista, representado por Aristides Mosso, e “a mando do actual candidato do MpD” às próximas eleições autárquicas, “já tem preparado a entrega de habitações do Programa Casa Para Todos a eleitores da ilha”.

Para ele, este procedimento “tem o único objectivo de condicionar a livre escolha nas próximas eleições autárquicas”, acto que, relembrou, “já tinha sido proibido pela CNE em 2016”.

Perante o que designou de “tamanha passividade das autoridades competentes”, que disse “terem conhecimento desses factos e que não actuam”, Walter Évora acrescentou que resta “denunciar publicamente e repudiar veementemente está compra descarada da consciência das pessoas”, que neste momento passam por “enormes dificuldades”, e “opor-se frontalmente” a tais actos que “corrompem a nossa democracia”.

“Denunciamos também a forma irresponsável como a Câmara Municipal da Boa Vista, representado pelo presidente substituto, vem assinando contratos de empreitada, iniciando obras importantes em pleno período eleitoral, de forma apressada e atabalhoada”, afirmou, sublinhando que tais actos acontecem “sem cumprir todos os dispositivos legais” e com o objectivo de “condicionar as próximas autárquicas e a próxima governação municipal”.

Perante tais factos, que considerou “graves”, na qualidade de deputado da Nação, Walter Évora pediu à CNE e às autoridades judiciais para “actuarem e travar essa tentativa desesperada” dos dirigentes cessantes da Câmara Municipal da Boavista de “condicionar as próximas eleições autárquicas”.

Fonte: Inforpress