Autárquicas 2020. JHA afirma que PAICV vai ganhar Fogo para depois ganhar Cabo Verde

Na ilha do vulcão para presidir ao lançamento de candidatos do seu partido às eleições autárquicas previstas para 25 de outubro próximo, a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, apelou aos militantes e amigos para o engajamento e mobilização no sentido de, primeiro, ganhar a ilha do Fogo e depois Cabo Verde.

A líder do PAICV, que discursava no início da noite de sexta-feira, na cidade de São Filipe, no acto da apresentação pública dos candidatos a presidência dos órgãos autárquicos do município de São Filipe, Nuias Silva e Luís Nunes, referiu que para celebrar a vitória no dia 25 de Outubro em São Filipe é preciso espírito de entrega, de missão e assunção de dever patriótico de servir o país, a ilha e o município para construir a terra com que todos sonham.

Comprometeu-se a “trabalhar arduamente” para que esta candidatura do PAICV em São Filipe seja vencedora, mas também trabalhar para que cada candidatura do PAICV possa marcar passo em frente, assinalando o início de uma caminhada para um novo futuro com mais esperança.

“Não vou parar até o dia 25 de Outubro. Inspirado no vulcão e neste chão temos de ganhar o Fogo para ganhar depois Cabo Verde, porque a nossa meta é devolver a esperança para os cabo-verdianos nos mais diversos sectores e com mais igualdade e oportunidade”, referiu Janira Hopffer Almada.

Para a líder do principal partido da oposição, o maior desafio de momento é mostrar aos cabo-verdianos de que todos os partidos e todos os políticos não são iguais, mas também resgatar a confiança das pessoas, sobretudo dos jovens, na política e nos políticos, o que, segundo a mesma, só é possível com honestidade e falando verdade.

A visão do PAICV para o poder local, conforme disse, centra-se na boa governação, através de transparência da gestão de coisa pública, mas centralizada nos interesses dos munícipes e nas suas necessidades, pensando primeiro nas pessoas.

Janira Hopffer Almada debruçou também sobre a governação do país nos últimos quatro anos salientando que a visão do desenvolvimento não passa pela “inauguração de um caminho em Chã das Caldeiras, lançar a primeira pedra de uma estrada que não tem projecto e nem financiamento ou pintar escada”.

Para a líder do PAICV o país tem um governo o mais centralizador de que há memória na história de Cabo Verde, justificando que não há uma única obra municipal que é inaugurada sem a presença ou do primeiro-ministro ou de um ministro.

“Inaugura-se praça, escada com o primeiro-ministro e qualquer dia vamos inaugurar lomba nas estradas com primeiro-ministro”, ironizou a líder do PAICV, deixando claro que essas obras são importantes, mas de dimensão municipal.

“Enquanto o primeiro-ministro comporta-se como o 23º presidente da câmara municipal do país, temos um país sem o primeiro-ministro, que não tem visão na saúde, no turismo, na educação, na agricultura porque não tem tempo para pensar política para o país por estar preocupado em inaugurar meio-estrada, meio-calçadão não deixando os presidentes de câmaras inaugurar as suas obras”, afirmou.

Igualmente, Janira Hopffer Almada salientou que o país tem um Governo “mais despesistas de que há memória, não reformista, intransparente e opaco”, que “não avançou com reformas, que faz negócios, sobretudo no sector dos transportes, sem defender os interesses dos cabo-verdianos”, de entre outros.

Depois de ter apresentado sexta-feira os candidatos à presidência dos órgãos autárquicos de São Filipe, hoje a líder do PAICV, antes de se deslocar aos Mosteiros para presidir o acto de apresentação dos candidatos à presidência dos órgãos autárquicas, tem agendado uma visita a operadores económicos e a comunidades em São Filipe.

Fonte: Santiagomagazine