Mulheres do PAICV defendem que é preciso dar melhores condições aos polícias

Cidade da Praia, 15 Dez (Inforpress) – A vice-presidente da Federação das Mulheres do PAICV, Paula Moeda, defendeu hoje, na Cidade da Praia, que é preciso proporcionar melhores condições aos polícias para fazerem efectivamente um “verdadeiro trabalho”.

A dirigente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) fez esta constatação em conferência de imprensa, em que abordou a problemática das ondas de violência e da criminalidade em Cabo Verde, salientando que é preciso criar pontes entre as instituições públicas e privadas a fim de proteger as crianças, mulheres e adolescentes.

“As mulheres, os adolescentes e as crianças têm sido os alvos principais da violência e da criminalidade, em crescente agravamento nos últimos meses e com maior intensidade nos últimos dias, em que, simultaneamente, os cabo-verdianos confrontam com o aumento do desemprego, da pobreza, do custo de vida e da desigualdade”, apontou.

As mulheres do PAICV defendem e apelam à urgente mudança da politica de segurança e, segundo Paula Moeda, “a situação não só confirma que o Governo não tem conseguido lidar com a problemática da paz e da estabilidade social, fazendo com que este caos tenda a generalizar-se e a acentuar-se face à crise económica e social que já condiciona a vida de todos os cabo-verdianos”.

“As respostas que se esperam são efectivamente sociais e, acima de tudo, assentes na prevenção geral e na protecção das vitimas bem como no reforço das punitivas para os infractores”, sublinhou aquela responsável.

Para Paula Moeda, os níveis de protecção e segurança “baixaram e deixaram a sociedade, em especial as crianças, os adolescentes e as mulheres numa situação mais vulnerável, os direitos humanos em acusa e as liberdades comprometidas”.

“A Federação das Mulheres do PAICV clama a todas as forças politicas e as instituições da República, assim como a sociedade civil, a exigir das autoridades nacionais uma outra atitude e comportamento e não esta que resulta na violência e morte de cidadãos inocentes, sem que o Estado os possa proteger e garantir conforto”, assegurou Paula Moeda.

“Todos somos convocados para este combate porque direitos devem ser observados e cumpridos e não é para ficar somente no papel, mas sim colocar em prática”, indicou.

Segundo ela, várias medidas têm sido propaladas, mas, salientou, têm ficado mais a nível das intenções e do papel.

“Onde é que fica o policiamento de proximidade de que tanto se fala? pergunta Paula Moeda, para depois dizer que os cabo-verdianos querem o policiamento de proximidade para “não se assistir “essas ondas de violências” no país.

De acordo com a mesma fonte, existe um sentimento de impunidade medido pela falta de liberdade e medo no País.

“(…) As nossas cidades não estão seguras e temos um programa Cidade Segura e é preciso dar melhores condições aos policias para fazerem, efectivamente, um verdadeiro trabalho a fim de termos uma cidade mais segura, porque a insegurança campeia à vontade”, avançou aquela responsável.

Na sua perspectiva, as famílias “devem ser empoderadas” e há muitas mulheres chefe de famílias que têm que ser “protegidas e apoiadas”, para que se sintam “mais seguras a fazerem melhor para os seus filhos.

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Fonte: Inforpress