São Domingos: Bancada municipal do PAICV demarca-se do caso da detenção de Seidy de Pina

Cidade da Praia, 03 Out (Inforpress) – A bancada municipal do PAICV, em São Domingos, demarcou-se hoje do caso em que o seu elemento Seidy de Pina ficou sob termo de identidade e residência, após detenção por alegados crimes de burla, informou fonte judicial.

Em declarações à Inforpress, o líder da bancada municipal do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) daquele concelho do interior da ilha de Santiago, José Carlos Moniz, demarcou-se das “acções de Seidy de Pina” porque estas foram feitas de “forma isolada”

“É um caso que consideramos ser de acto pessoal. Este processo que soubemos que ele abriu para ajudar os estudantes a conseguirem vagas de estudos é uma coisa feita pessoalmente”, acrescentou aquele responsável partidário.

José Carlos Moniz aproveitou ainda para esclarecer que Seidy de Pina “não é um eleito efectivo” na lista do PAICV, “mas sim um suplente” que, por substituição, tem estado a participar em algumas sessões.

Em relação ao partido, o deputado municipal frisou que de facto até o mês de Julho Seidy de Pina desempenhou as funções de coordenador da Juventude do PAICV em São Domingos.

“Por indicação, assumiu uma comissão para a reorganização a juventude do partido até o mês de Julho passado. Não foi eleito presidente, mas sim foi uma indicação para coordenar a comissão para a reestruturação de JPAI local”, completou José Carlos Moniz, acrescentando que Seidy de Pina “pediu a sua desvinculação” por causa do processo em que se encontra para ir estudar em Portugal.

Aliás, afirmou José Carlos Moniz, há já algum tempo que o visado “não tem estado a participar nas acções de preparação da bancada”.

“Na qualidade de camaradas e amigos, solidarizamos com a situação por que passa Seidy de Pina no momento”, pontuou o líder da bancada municipal do PAICV, desejando que a Justiça esclareça o caso.

Seidy de Pina, advogado estagiário, foi detido esta semana no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na cidade da Praia, quando se preparava para deixar o país.

Segundo contou à Inforpress um familiar de duas hipotéticas vítimas, o visado é acusado de abrir uma suposta escola em Portugal e cobrar “cerca de 120 euros pelas matrículas”.

Entretanto, o suposto esquema foi denunciado quando, segundo o mesmo informante, a Embaixada de Portugal recusou vistos às vítimas por apresentarem comprovativos de matricular em “uma escola não reconhecida”.

Além de termo de identidade e residência, avançaram fontes judicias, Sedy de Pina fica interditado de sair do país e de contactar com as vítimas.

Fonte: Inforpress